Alá não criou o homem para que ele pudesse se divertir

Governo brasileiro apoia ditador extremista e perdoa dívida“Alá não criou o homem para que ele pudesse se divertir. O objetivo da criação que a humanidade fosse posta à prova por meio de sofrimento e da oração”, essa é a declaração famosa de um dos mais influentes líderes islâmicos do século 20, o Aiatolá Khomeini, do Irã.
Ele continua, dizendo: “Um regime islâmico deve ser sério em todos os aspectos. Não há piadas no islã. Não há humor no islã. Não há diversão no islã. Não pode haver diversão e alegria naquilo que é sério. O islã não permite nadar no mar e se opõe a seriados de rádio e televisão”.
Essas declarações são parte de um discurso que ajudou a fundamentar o regime totalitarista do Irã na década de 1970. Agora, um clérigo islâmico do Sudão emitiu uma fatwa (decreto religioso) proibindo os sudaneses de receber prêmios oferecido por empresas de telefonia.
Membro do Parlamento sudanês, e umas das maiores autoridades muçulmanas no país, Al-Sheik Dafalla Hassab al-Rasool proferiu a sentença islâmica oficial contra empresas que oferecem prêmios aos clientes como carros e dinheiro.
As pessoas recebem uma “raspadinha” que, para o líder muçulmano, é um jogo de azar, por isso os muçulmanos verdadeiros devem entregar o que ganharem a mesquita local ou doar aos necessitados.
Al-Rasool já fez declarações polêmicas antes. Em 2012, disse que mulheres envolvidas em competições esportivas deveriam ser ilegal e claramente uma “violação da ética e dos valores sudaneses.”
O regime extremista do Sudão levou à divisão do país em dois em julho de 2011. O Sudão do Sul concentra a maioria dos cristãos e não muçulmanos que foram expulsos pelo governo islâmico após mais de 10 anos de guerra religiosa. Eles estabeleceram tribunais da sharia e têm julgado e condenado todo tipo de procedimento que não se enquadre nos rígidos preceitos do Alcorão. Entre as punições estão, além da prisão, chicotadas e apedrejamento.
Omar al-Bashir, 69, está a 24 anos no governo do Sudão. Ele foi condenado por genocídio pelo Tribunal Penal Internacional, das Nações Unidas.  É o ditador de um país cuja superfície é pobre, mas cujo subsolo tem promissoras reservas de petróleo. Bashir era aliado político de Lula. O Sudão tinha uma dívida de R$ 98 milhões (US$ 43,5 milhões) com o Brasil.
Causa estranheza que esse valor tenha sido perdoado pelo governo Dilma em agosto. No momento, ainda se discute em Brasília a possibilidade de que o BNDES financie empreendimentos de empresas nacionais no valor de um bilhão de reais em um punhado de países africanos, incluindo o Sudão.
Não faz sentido que o governo brasileiro continue investindo dinheiro e oferecendo vantagens comerciais a países muçulmanos governados por extremistas enquanto por aqui defendem de maneira tão veemente as questões do casamento gay e aborto em nome da “liberdade de expressão”. Com informações O Globo e Examiner.

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