Possessões e Demônios

A possessão é o estado de uma pessoa quando ela é dominada por uma entidade (seja ela um espírito, demônio ou deus, etc.). Essa entidade toma controle do corpo da pessoa e conseqüentemente de suas ações.
A possessão pode ocorrer individualmente ou coletivamente e pode surgir inesperadamente ou planejada por meio de ritual. Existem alguns tipos de possessão, umas menos prejudiciais e outras absolutamente perigosas:


Espírito opressivoO espírito suga a energia da vítima. Os efeitos mais comuns são cansaço ou vontade de chorar sem motivo. Neste caso é recomendado o uso de um saquinho de cor vermelha, sempre junto ao corpo para neutralizar a presença deste espírito. Também os banhos de água com sal, são benéficos neste caso. A leitura do salmo 23 ajuda bastante contra o espírito opressivo.


EncostoO espírito fica bastante próximo a pessoa. Neste caso, banhos de água e sal ou orações simples como Pai-Nosso e Ave-Maria afastam este espírito inferior. Geralmente estes espíritos são de pessoas que morreram pouco tempo antes da possessão e pertencem à família do possuído.


ObsessãoEste tipo de espírito é chamado de obsessor. Ele consegue agir de forma tão intensa sobre o indivíduo que é capaz de mudar a fala dessa pessoa e fazê-la agir de forma, geralmente, cruel, ou chegar a fazê-la agir de uma forma que não agiria normalmente (surtindo o mesmo efeito do anjo contrário). Chegando até mesmo a não reconhecer parentes e pessoas próximas de seu convívio. É bom lembrar que aqui no Brasil segundo o espiritismo ou as religiões afro-brasileiras como a umbanda e candomblé, existem possessões por espíritos iluminados, trazendo ao médium apenas benefícios.

Possessão demoníacaNeste caso, o demônio toma o corpo da pessoa, fazendo com que ocorram até fenômenos de "poltergeist" (conjunto de fenômenos produzidos espontaneamente, que consiste em ruídos e deslocamento de objetos, podendo ter duração indeterminada, acredita-se que poltergeists são espíritos brincalhões de pessoas que tem mais ou menos a mesma idade da vítima, clique AQUI para ler mais sobre poltergeist). E é na possessão demoníaca é onde nós vamos nos focar:

Segundo Eliphas Levi em seu livro “Dogma e Ritual de Alta Magia”, que foi lançado em meados do século XIX, os satânicos que desejavam se corresponder com demônios deviam basicamente fazer um sacrifício sangrento, providenciar uma forquilha mágica, com galhos de aveleira ou amendoeira cortados com a mesma faca utilizada no sacrifício e jejuar durante quinze dias fazendo apenas uma refeição que consistirá de pão negro e sangue temperado com condimentos, mas sem sal. Além das coisas que eu citei existem outras. A evocação de um demônio, segundo ele, deveria ser feita numa noite de segunda para terça ou de sexta para sábado, e num local com histórico de tragédia como um cemitério ou uma casa habitada por maus espíritos. Para a evocação em si, são necessários itens como: a cabeça de um gato preto alimentado com carne humana durante quinze dias, a pele e o sangue da pessoa que o operador sacrificou, morcego afogado em sangue, chifres de bode e etc. Eliphas também fala na possibilidade de se fazer pactos com demônios e afirma que estes seres possuem assinaturas, marcas como num contrato, e quem fizer o pacto vai ter o que deseja, mas sua alma vai ser vendida a esse demônio, vai ser vendida mais especificamente ao inferno. Levi afirma que o pacto é selado em um contrato de verdade, e o demônio oferece um determinado tempo ao indivíduo, e durante este tempo ele fará tudo o que a parte desejar, mas depois que esse tempo acabar a alma do indivíduo vai PERTENCER, literalmente, a esse demônio. Bodin, fala uma versão para a morte do rei Carlos IX envolvendo demônios:
Atacado por um mal não identificado o rei ia morrer. A rainha-mãe era a principal suspeita pela causa dessa enfermidade. A situação do rei só piorava, até que quis consultar o oráculo da cabeça sangrenta, e aí vai como procedeu essa operação:
Arranjou-se um menino “belo de rosto e inocente nos costumes”. Ele foi preparado para sua primeira comunhão, secretamente. Chegada a noite do sacrifício um frade jacobino perito em ocultismo, na frente do rei e de pessoas de confiança (à meia noite), pôs-se a fazer a missa do diabo. Ela era celebrada diante da imagem de um demônio, enquanto o feiticeiro consagrava duas hóstias, uma branca e outra preta. O menino foi conduzido ao altar para comer a hóstia branca e por fim degolado sobre os degraus do altar. Sua cabeça foi colocada em cima da hóstia negra e depois em uma mesa, então começaram um exorcismo e o demônio ficaria de responder as perguntas feitas através da boca do menino (por isso o nome de oráculo da cabeça sangrenta). O rei fez uma pergunta mentalmente ao demônio, e acredita-se que essa enfermidade sem causa era o prazo de um possível pacto que o rei havia feito com o tal demônio, este respondeu pela boca do menino à pergunta mental feita pelo rei: “Sou a isto forçado”. Com esta resposta o demônio anunciava que o inferno não era mais seu protetor. O rei estava prestes a cumprir sua parte do acordo e ir pro inferno (literalmente). Na minha opinião se a conseqüência é terrível desse jeito, só uma pessoa perturbada seria capaz de fazer tal acordo. Alguns acreditam que ao invés de o indivíduo ir para o inferno, ao final de seu prazo, o demônio toma o corpo da pessoa. O exorcismo é para tirar o demônio que possuiu o corpo da vítima voluntária (no caso de pactos) ou involuntária (no caso do demônio se apoderar à força da pessoa). Exemplo de exorcismo: “Trata-se de um ritual romano, publicado originalmente no século XVII pelo Papa Paulo V. Se conservou quase intacto depois de duas revisões que lhe foram atribuídas em 1952. O Ritual Romano é o único exorcismo formal permitido pela Igreja Católica Romana.”
“Regna terrae, cantate deo, psallite dominio…
Tribuite virtutem deo.
Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica…
Ergo…
Perditionis venenum propinare. Vade, satana, inventor et magister omnis fallaciae. Hostis humanae salutis. Humiliare sub potenti manu dei. Contremisce et effuge. Invocato a nobis sancto et terribile nomine. Quem inferi tremunt…
Ab insidis diaboli, libera nos, domine. Ut ecclesiam tuam secura tibi facias, libertate servire, te rogamus, audi nos. Ut inimicos sanctae ecclesiae humiliare digneris, to rogamus audi…
Dominicos sanctae ecclesiae, terogamus audi nos, terribilis deus do sanctuario suo deus israhel. Lpse tribuite virtutem et fortitudinem plebi suae, benedictus deus, gloria patri…”

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