Papa pede maior esforço para combater desemprego

Francisco visitou o Presidente italiano no Palácio do Quirinal, em Roma, onde manifestou preocupação com as consequências da situação económica nas famílias.
O Papa Francisco visitou nesta quinta-feira o Presidente da Itália, Giorgio Napolitano, perante o qual manifestou preocupação com o arrastar da crise económica, com efeitos “dolorosos” nas famílias e nos desempregados. 

"O momento actual está marcado pela crise económica que é difícil de superar e que conta, entre os seus efeitos mais dolorosos, a insuficiente disponibilidade de trabalho. É necessário multiplicar esforços para aliviar as suas consequências e para captar e reforçar todo o sinal de retoma”, afirmou. 

No discurso que proferiu, não esqueceu as dificuldades por que passam tantos italianos e disse que é tarefa da Igreja ajudar o país a ultrapassar a crise.

“A primeira tarefa da Igreja é a de testemunhar a misericórdia de Deus e encorajar generosas respostas de solidariedade para abrir um futuro de esperança, porque onde esta cresce, também se multiplicam as energias e o empenho para a construção de uma ordem social e civil mais humana e justa, emergindo novas potencialidades para um desenvolvimento mais são e sustentável", lembrou. 

Francisco apelou à valorização de qualquer “sinal de retoma” e sustentou que “no centro das esperanças e das dificuldades sociais está a família”. 

Neste encontro marcaram presença o primeiro-ministro italiano e vários membros do governo, representantes da sociedade civil, da cultura e de instituições de solidariedade. 

O Palácio do Quirinal foi construído entre 1583 e 1585, por desejo de Gregório XIII e serviu de residência de verão dos Papas até 1870, quando Roma foi conquistada pelo Reino de Itália. 

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