Patriarca quer que os escuteiros ajudem a levantar Portugal

No momento de crise que o país atravessa, os escuteiros devem ser portadores de uma mensagem de esperança e solidariedade, considera o Patriarca de Lisboa. 

Para explicar isto, D. Manuel Clemente lembrou os seus tempos de caminheiro. “Eu lembro-me do velho hino do CNE que me custava um bocadinho a dizer. ‘Fomos nós os primeiros a levantar Portugal’, achava um bocadinho de mais. Mas se não fomos na altura, sejamos agora, porque isto precisa mesmo de ser levantado. Coragem! 

As palavras de incentivo de D. Manuel Clemente ecoaram na Cordoaria Nacional onde centenas de escuteiros assistiram à missa. Maria José, do Algarve, leva com ela a mensagem de “vencer as dificuldades da própria crise”. 

Já Pedro, do Porto, acredita que: “Devemos ser nós a dar o exemplo e a levantar-nos neste contexto, para que outros nos possam seguir”. 

Em tempo de crise, a fibra de que são feitos os escuteiros é necessária ao país lembra o Patriarca: “Quem passa pelo escutismo ganha esta maneira de estar com os outros, para os outros. É importantíssimo, porque se trata quase de refazer agora toda a sociedade.” 

D. Manuel Clemente confirma também que continua a identificar-se perfeitamente com o movimento escutista: “Costumamos dizer uma vez escuteiro, escuteiro para toda a vida. É mais que uma frase, é uma convicção e uma experiência” 

Escuteiro há 51 anos, Carlos Pereira, chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas, conhece bem esta missão: “É o que nos anima todos os dias. Quando nos levantamos temos vontade de poder ser útil a quem quer que seja.” 

"Escutismo: educar para a vida no século XXI" foi o tema do Congresso que reuniu os escuteiros católicos, sábado e domingo, em Lisboa. O Congresso assinala os 90 anos do CNE - Corpo Nacional de Escutas. 

O CNE nasceu em Braga. Hoje está hoje presente em todas as dioceses do país, com mais de 72 mil elementos e é o maior movimento juvenil em Portugal.

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