Pichações anticristãs alarmam Igreja antes da visita do papa a Jerusalém

A Igreja Católica Romana em Jerusalém, que se prepara para a visita do Papa à cidade no final do mês, expressou preocupação com ameaças aos cristãos pichadas em propriedade da Igreja na Terra Santa por pessoas suspeitas de serem extremistas judeus.
Em um incidente na segunda-feira, a frase "Morte aos Árabes e Cristãos e a Todos que Odeiam Israel" foi escrita em hebraico em uma coluna externa do escritório da assembleia dos bispos no Centro de Nossa Senhora, em Jerusalém Oriental.
"A onda de fanatismo e intimidação contra os cristãos continua", afirmou o Patriarcado Latino de Jerusalém em seu website, referindo-se aos incidentes chamados de "etiqueta de preço".
"Mera coincidência?", indaga o patriarcado em um comunicado. "O Centro de Nossa Senhora é propriedade da Santa Sé e essa provocação surge duas semanas antes da visita do papa Francisco à Terra Santa e Jerusalém."
O diário israelense Haaretz informou que os serviços de segurança de Israel temem que radicais judaicos possam realizar um grande crime de ódio contra a população cristã ou instituições para chamar a atenção da mídia durante a peregrinação do Papa.
De acordo com o Haaretz, distritos policiais receberam a ordem de elaborar planos de segurança para proteger locais cristãos e recolher dados de inteligência sobre atividades de extremistas judeus.
Um porta-voz da polícia não quis comentar a notícia diretamente, mas disse que estritas medidas de segurança serão postas em prática durante a visita do pontífice.
Nos últimos anos, os ataques da "etiqueta de preço" tiveram como alvo mesquitas, casas de palestinos e mosteiros cristãos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, territórios ocupados por Israel na guerra de 1967 e que os palestinos querem que faça parte de um futuro Estado.
As investidas sob a denominação "etiqueta de preço", termo usado por judeus ultranacionalistas para fazer com que o governo "pague" por qualquer cerceamento aos assentamentos judaicos em terras palestinas, também ocorrem em instalações militares israelenses na Cisjordânia e em vilas árabes em Israel.
O Papa irá à Terra Santa em 24 e 26 de maio.
Fonte G1

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