Alemanha promove manifestação contra o antissemitismo

Palestinos de Berlim fizeram um contra-ataque e ofenderam os judeus com palavras de ordem

Alemanha promove manifestação contra o antissemitismoMerkel, em sua intervenção no protesto contra o antissemitismo. / THOMAS PETER (REUTERS)
No último domingo (14) o Conselho Central Judaico da Alemanha conseguiu reunir diversos representantes da sociedade, incluindo governo e religiões, para uma manifestação contra o antissemitismo.
O ato aconteceu no Portão de Brandemburgo e atraiu o presidente da Alemanha, Joachim Gauck; o presidente do Conselho da Igreja Evangélica, Nikolaus Schneider; o presidente da Conferência Episcopal, o cardeal Reinhardt Marx; e o presidente do Conselho Judaico Mundial, Ronald S. Lauder, e muitos outros líderes.
O lema da manifestação foi “Levante-se. Ódio aos Judeus Nunca Mais”, se no passado os nazistas se levantaram contra os judeus, hoje a Alemanha tomada por palestinos passou a presenciar novos ataques antissemitas, ataques estes que se proliferam pela Europa.
Durante a manifestação, muitos palestinos gritavam slogans contra judeus citando a guerra na Faixa de Gaza como “genocídio” pela morte de mais de 6.000 pessoas do lado palestino, contra quase 70 do lado israelense.
Os manifestantes palestinos gritavam coisas como “Morte aos judeus!”, “Judeu, judeu, porco covarde, saia e lute sozinho!” e “Judeus, às câmaras de gás!”. A forma como os palestinos se comportou e a indiferença dos alemães deixou os judeus descrentes com a falta de solidariedade.
“Existe uma grande insegurança na comunidade judaica e as pessoas já não se atrevem a caminhar com um kipá por alguns bairros em Berlim, como Kreuzberg ou Neuekölln, onde existe uma grande maioria de habitantes de origem árabe ou turca e tampouco em Marzahn, onde há uma forte presença neonazista”, disse o cientista político Sergey Lagodinski.
“Os protestos deixaram em evidência o nível de intolerância que existe em Berlim e em outras cidades alemãs”, acrescentou ele que é judeu e membro do diretório da comunidade judaica.
O próprio presidente alemão está interessado em estimular a população para não aceitar atos antissemitas. “Todos os alemães e todas as pessoas que vivem na Alemanha têm que levantar a voz quando o antissemitismo se manifesta na rua”, afirmou.

Antissemitas assustam judeus na Europa

Além da Alemanha a França e outros países da Europa estão vivenciando uma grande onda de ataques antissemitas: agressões, vandalismos em sinagogas e até ameaças contra os judeus.
Na França o aumento desses atos foi de 91% em relação aos registrados em 2013, entre os atos violentos o aumento foi de 126% o que inclui incêndios, agressões físicas e vandalismos. Já os insultos, cartas ou cartazes com frases contra os judeus o aumento foi de 79% segundo o Conselho Representativo das Instituições Judaicas (CRIF).
“O mais preocupante são as novas formas de violência: ataques grupais a locais de culto, agressões planejadas contra sinagogas, atos de vandalismo contra lojas de comerciantes judeus e atentados terroristas”, disse o CRIF em um comunicado oficial.
Diante deste cenário, os judeus estão fugindo da França, 5,5 mil deles já foram forçados a deixarem o país e realizar o “aliyah” se mudando para Israel.
Na Inglaterra os ataques são parecidos, em julho por conta dos ataques em Gaza o ódio contra os judeus fez com que a Community Security Trust (CST) registrasse 302 ataques antissemitas, no mesmo mês do ano anterior foram 59 ocorrências. Com informações El País.

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