Escondemos nossas verdadeiras crenças à medida que envelhecemos

Estudo afirma que crenças sobre alma e vida após a morte são determinadas ainda na infância
Escondemos nossas verdadeiras crenças à medida que envelhecemosEscondemos nossas verdadeiras crenças à medida que envelhecemos
Stephanie Anglin, pesquisadora na área de psicologia da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, realizou um estudo mostrando como nossas crenças sobre alma e vida após a morte mudam muito pouco à medida que crescemos. Ou seja, o que acreditamos quando ainda somos crianças tende a permanecer relativamente inalterado, mesmo que não sejamos capazes de admitir isso.
Ela entrevistou centenas de estudantes universitários sobre suas crenças quando tinham 10 anos e atualmente, já adultos. Compilou os dados e publicou na revista científica britânica de Psicologia Social. Em resumo, identificou que a maioria frequentemente defendia para as outras pessoas algo muito diferente do que eles criam em seu íntimo. E mais: tais crenças privadas são tão fortes entre as pessoas religiosas como para as não-religiosas.
Anglin utilizou no experimento o “Teste de Associação Implícita”, ferramenta estatística bem conhecida. Nos testes de psicologia social, mediu a força da associação automática entre os conceitos na memória. Segundo o estudo, o que acreditamos sobre alma e vida após a morte quando somos criança moldam o que acreditamos na vida adulta, mesmo que não admitamos.
No teste feito por Anglin, cada participante viu duas palavras emparelhadas no topo da tela de um computador, de modo que “alma” foi emparelhado com as palavras “real” ou “falso” para medir as suas crenças sobre a alma. A palavra “alma” foi emparelhado ou com “eterno” ou “morte” para enfrentar as crenças sobre a vida após a morte. Uma série de palavras, em seguida, apareceu na tela, e os temas indicados combinava-os com as duas palavras no topo eram crianças.
À imprensa, Anglin afirmou não estar surpresa com os resultados, pois estava ciente de outros estudos, como o da doutora Natalie Emmons, da Universidade de Boston, mostrando que existe um “padrão cognitivo universal”. Ou seja, a tendência da mente humana em conceber a vida eterna independe de raça, religião ou cultura. Isso pode ser detectado desde a infância, embora ocasionalmente seja alterado após a vida adulta.
Também citou um experimento feito em 2009, onde pesquisadores pediram que as pessoas para assinar um contrato vendendo suas almas por dois dólares. “Quase ninguém assinou, mesmo sabendo que aquilo não teria validade nenhuma, pois o documento era destruído imediatamente depois de ser assinado”, explicou. O que mais chama atenção é que tiveram a mesma atitude muitos dos participantes que afirmavam não acreditar em uma vida após a morte. Com informações de Daily Mail e Psych Central

Comentários

Mensagens populares