Segundo D. António Vitalino muitos dos desafios lançados por Francisco se dirigem não só à Igreja, mas também aos políticos: “É uma interpelação muito forte aos políticos, aos governos, para que não tomem só medidas a partir dos interesses do capital, mas tomem medidas a partir da dignidade da pessoa humana, do bem comum, da família, e claro que aqui, mesmo nos nossos orçamentos, não podemos pôr de parte que em primeiro lugar tem de estar a dignidade da pessoa, o bem comum, a família, e não os interesses de alguns”, considera.
“Isto implica uma profunda conversão da Igreja, mas implica também uma profunda transformação das nossas políticas e do nosso sistema económico e financeiro que exclui os pobres e as pessoas que têm menos capacidades. É realmente uma voz muito revolucionária, como é o Evangelho, uma grande sinal de contradição com muitas tendências deste mundo.”
D. Antonio Vitalino, que integra também a comissão episcopal da Pastoral Social, espera que a Igreja consiga responder ao desafio do Papa, quando neste Documento critica quem evangeliza com “cara de funeral”: “O Papa imprime aqui a sua linguagem, ele já várias vezes o disse, que não se pode evangelizar com uma cara de funeral, temos de evangelizar com a alegria do Evangelho, com a alegria daquele que se sente liberto e livre de muita coisa que nos torna muitas vezes taciturnos”.
Para o Bispo de Beja bastará seguir o exemplo que este Papa tem dado à Igreja, com a sua linguagem muito próxima das pessoas: “Espero que esta exortação apostólica ajude toda a Igreja e todos os que acreditam em Jesus Cristo a ter uma nova maneira de evangelizar, à semelhança do próprio Papa que, vindo da América Latina, nos mostrou que a Europa está envelhecida nos seus meios, nos seus métodos e linguagens, e precisa de se abrir à alegria do Evangelho”.
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