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domingo, 22 de maio de 2016

Satanista vai concorrer ao Senado americano

Ohhhh!!! América babilónica um dia cais e bates no fundo...

Quando um político conservador defende valores religiosos em sua campanha política, geralmente a primeira reacção da mídia é a crítica que as duas coisas não deveriam se misturar. Contudo, Steve Hill, candidato ao Senado americano pela Califórnia, está chamando atenção justamente por fazer questão de mostrar sua opção religiosa, por mais estranha que ela possa ser.
“Sou um satanista e tento mostrar para as pessoas que não acredito nem no Diabo nem em Deus. Explicar isso é idiotice, mas se tiver que dizer às pessoas que sou o próprio Diabo, para que elas me ouçam, então ok, eu sou o Diabo”, afirmou durante um discurso.
“Eu sou o Diabo”, vem afirmando o candidato
As afirmações polémicas serviram para alavancar sua campanha, mesmo ele não tendo no momento nenhuma chance de vencer. A revista Time, um dos maiores veículos de comunicação do mundo, deu espaço a ele.
Curiosamente, Hill é um comediante que faz apresentações de stand-up, mas garante que sua tentativa de ser eleito não é piada. Ele divulgou que está ajudando a organizar a sede do Templo Satânico em Los Angeles.
Essa organização abertamente satanista está presente em boa parte dos EUA. Hill disse que ele se identifica com os ideais defendidos pelo Templo, que ele descreveu como uma “abordagem humanista que aumenta os níveis de consciência.”
De fato, os grupos satanistas modernos – na maioria dizendo-se ateus – estão querendo mostrar que sua missão é “incentivar a bondade e empatia” na sociedade.
Para eles, Satanás é apenas um símbolo de liberdade, que contrasta com os “males da religião”. Eles possuem projectos para edificar estátuas de Bafomet pela nação, alegando ter os mesmos direitos de outros grupos religiosos.
Para eles, contudo, o Estado deve ser laico. Sentindo-se prejudicados, estão apelando para o engajamento político na tentativa de reverter isso.
A perspectiva é tão real, que Hill afirma:  “[o satanismo] me influencia muito, por que eu poderia lidar com a política de uma perspectiva diferente, como um ser humano normal”.
Lamenta apenas que ninguém quer saber de suas outras propostas, que incluem uma reforma no ensino público do estado, a redução do número de presos e projectos para a criação de novos postos de emprego.

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