O acervo digital da Biblioteca do Vaticano continua a crescer



O projecto foi anunciado em 2012 e no início deste ano foram já disponibilizados online duas centenas de documentos históricos do Vaticano, aos quais se juntam agora uma parte dos manuscritos gregos e hebraicos. Aos poucos os segredos do Vaticano vão sendo revelados nesta iniciativa inédita entre a Biblioteca do Vaticano e a Biblioteca de Bodleian em Oxford, uma das mais antigas de Inglaterra.
Os documentos já digitalizados estão divididos em três secções (incunábulos – tipografia do século XV –, manuscritos gregos e manuscritos hebraicos) e são disponibilizados em imagens de alta qualidade, o que representa uma mais-valia para os estudiosos que já não vão precisar de se deslocar a Roma ou a Oxford (onde estes documentos estão guardados, sendo disponibilizados para consulta apenas com permissão superior).
Com cerca de dois terços do material procedendo da BAV e o restante material oriundo da Biblioteca de Oxford, o esforço de digitalização é de grande utilidade para os académicos também por unir virtualmente materiais que, há séculos, estão dispersos pelas duas colecções.
A Biblioteca do Vaticano guarda cerca de 1,5 milhão de páginas de manuscritos e documentos históricos. O objectivo da digitalização, que começou a ser planeada em 2011 e iniciada no ano seguinte, será a disponibilização no site da instituição da totalidade do seu espólio. O projecto nasceu da colaboração do Vaticano com a Biblioteca Bodleian e conta com um financiamento de dois milhões de libras (cerca de dois milhões e 300 mil euros) da Fundação Polonsky, sediada em Londres.
Faz parte do acervo da Biblioteca do Vaticano, fundada em 1451 pelo Papa Nicolau V, o Codex Vaticanus, uma das mais antigas Bíblias conhecidas, manuscrita em grego e datada do século IV. No futuro, também esta célebre peça estará online.

 

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