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sábado, 28 de janeiro de 2017

O Suicídio

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SurpresaSuicídio (do latim sui, "próprio", e caedere, "matar") é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.
Mais de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano, tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não-fatais a cada ano em todo o mundo.
As interpretações acerca do suicídio tem sido vistas pela ampla vista cultural em temas existenciais como religião, filosofia, psicologia, honra e o sentido da vida. Albert Camus escreveu certa vez: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia."As religiões abraâmicas, por exemplo, consideram o suicídio uma ofensa contra Deus devido à crença religiosa na santidade da vida[carece de fontes]. No Ocidente, foi muitas vezes considerado como um crime grave. Por outro lado, durante a era dos samurais no Japão, o seppuku era respeitado como uma forma de expiação do fracasso ou como uma forma de protesto. No século XX, o suicídio sob a forma de auto-imolação tem sido usado como uma forma de protestar, enquanto que na forma de kamikaze e de atentados suicidas como uma tática militar ou terrorista. O sati é uma antiga prática funerária hindu no qual a viúva se auto-imola na pira funerária do marido, seja voluntariamente ou por pressão da famílias e/ou das leis do país.
O suicídio medicamente assistido (Eutanásia, ou o "direito de morrer") é uma questão ética atualmente muito controversa que envolve um determinado paciente que esteja com uma doença terminal, ou em dor extrema, que tenha uma qualidade de vida muito mínima através de sua lesão ou doença. Para alguns, o auto sacrifício geralmente não é considerado suicídio, uma vez que o objetivo não é matar a si mesmo mas salvar outrem.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Suicídio visto pelo Espiritismo
O suicídio é a interrupção da vida (óbvio). Mas nesta frase se encontra a chave de todo o drama que o suicida passa após a morte. Assim como o mais avançado dos robôs, ou um simples radinho de pilha, o corpo também tem sua bateria, e um tempo de vida útil baseado nesta carga. De acordo com nossos planos (traçados do "outro lado") teremos uma carga X de energia, que pode ser ampliada, se assim for necessário. Então, um atentado contra a vida não é um atentado exatamente contra Deus, mas contra todos os seus amigos, mentores e engenheiros espirituais que planejaram sua encarnação nos mínimos detalhes, e contra a própria energia Divina que foi "emprestada" para animar seu veículo físico de manifestação: seu corpo.
Eqüivale aos EUA gastar bilhões pra mandar um homem a Marte, e quando ele estivesse lá resolvesse voltar porque ficou com medo ou sentiu saudades de casa. Todos os cientistas envolvidos na missão ficarão (Fodidos) da vida, e com razão. Afinal, quando ele se candidatou para a missão, estava assumindo todos os riscos, com todos os ônus e bônus decorrentes de um empreendimento deste tamanho. Quando esse astronauta voltar à Terra vai ter trabalho até pra conseguir emprego de gari.
É mais ou menos assim no plano espiritual. Um suicida nunca volta pra Terra em condições melhores do que estava antes de cometer o autocídio.
Segundo Allan Kardec, descodificador do espiritismo, "Há as conseqüências que são comuns a todos os casos de morte violenta*; as que decorrem da interrupção brusca da vida. Observa-se a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito ao corpo, porque este laço está quase sempre em todo o vigor no momento em que foi rompido (Na morte natural ele enfraquece gradualmente e, às vezes, se desata antes mesmo da extinção completa da vida). As conseqüências desse estado de coisas são o prolongamento do estado de perturbação, seguido da ilusão que, durante um tempo mais ou menos longo, faz o Espírito acreditar que ainda se encontra no mundo dos vivos. A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de recuperação do estado do corpo sobre o Espírito (ou seja, o espírito ainda sente, de certa forma, as ações que o corpo sofre), que assim se ressente dos efeitos da decomposição, experimentando uma sensação cheia de angústias e de horror. Este estado pode persistir tão longamente quanto tivesse de durar a vida que foi interrompida.
Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interditado. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram".
Algumas máximas do espiritismo para o caso de suicídio:
As penas são proporcionais à consciência que o culpado tem das faltas que comete.
Não se pode chamar de suicida aquele que devidamente se expõe à morte para salvar o seu semelhante.
O louco que se mata não sabe o que faz.
As mulheres que, em certos países, voluntariamente se matam sobre os corpos de seus maridos, obedecem a um preconceito, e geralmente o fazem mais pela força do que pela própria vontade. Acreditam cumprir um dever, o que não é característica do suicídio. Encontram desculpa na nulidade moral que as caracteriza, em a sua maioria, e na ignorância em que se acham.
Os que hajam conduzido/induzido alguém a se matar terão de responder por assassinato, perante as Leis de Deus.
Aquele que se suicida vítima das paixões é um suicida moral, duplamente culpado, pois há nele falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus.
O suicídio mais severamente punido é aquele que é o resultado do desespero, que visa a redenção das misérias terrenas.
Pergunta - É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má?
Resposta dos espíritos - O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as conseqüências.
Será desculpável o suicídio, quando tenha por fim impedir a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família?
O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, isso é levado em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma ação má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que a de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-los aqui na Terra. O arrependimento sincero e o esforço desinteressado são o melhor caminho para a reparação. O suicídio nada repara.
Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?
Outra loucura! Que faça ele o bem, e mais cedo irá lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa.
Não é, às vezes, meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes?
Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. É contrário às Leis kármicas todo sacrifício inútil, principalmente se for motivada por qualquer traço de orgulho. Somente o desinteresse completo torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus. Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório, porque resulta da prática da lei de caridade. Mas, antes de cumprir tal sacrifício, deveria refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte.
Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. Não há culpabilidade, entretanto, se não houver intenção, ou consciência perfeita da prática do mal.
Conseguem seu intento aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se a eles?
Muito ao contrário. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo.
Fonte: Livro dos espíritos (com algumas alterações)
Alguns exemplos de efeitos de suicídios na nova vida, como constam no livro “As vidas” de Chico Xavier:
- Chico, minha filha, de 5 anos, é portadora de mongolismo, mas eu acho que ela está sendo assediada por espíritos.
Chico descartava a hipótese "espiritual" e encaminhava mãe e filha à fila de passes. Elas viravam as costas, e ele confidenciava a um amigo:
- Os espíritos estão me dizendo que essa menina, em vida anterior recente, suicidou-se atirando-se de um lugar muito alto.
Outra mãe se aproximava e reclamava do filho, também de 5 anos:
- Ele é perturbado. Fala muito pouco e não memoriza mais que 5 minutos qualquer coisa que nós ensinamos.
Quando os dois estavam a caminho da sala de passes, Chico confidenciava:
- Na última encarnação, esse menino deu um tiro fatal na própria cabeça.
Outro caso, ainda mais chocante:
- Meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele.
Chico pensava numa resposta, quando ouviu o vozeirão de Emmanuel:
- Explique à nossa irmã que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Agora que está aproximadamente com cinco anos de idade, procura um rio ou um precipício para se atirar. Avise que os médicos estão com a razão. As duas pernas dele serão amputadas, em seu próprio benefício.
morte violenta*: Em casos onde a morte violenta é dívida kármica, e já prevista, sempre há uma equipe de amparadores para fazer o 'desligamento' do corpo e dispersão das energias densas. Os suicidas não contam, obviamente, com esse amparo, pois seria assim um incentivo à prática do suicídio, não havendo assim aprendizado com o erro.
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Visão Budista
Cometendo Suicídio
Tirar a própria vida em qualquer circunstância é moral e espiritualmente algo errôneo. Tirar a própria vida devido à frustração ou ao desapontamento apenas causa um sofrimento maior. O suicídio é uma forma covarde de dar um fim nos problemas da própria vida. Uma pessoa não pode cometer suicídio se sua mente for pura e tranqüila. Se ela deixa este mundo com uma mente confusa e frustrada, é bem improvável que nascerá novamente em uma condição melhor. O suicídio é uma ação insalubre ou inábil, uma vez que é encorajado por uma mente cheia de cobiça, ódio e ilusão. Aqueles que cometem suicídio não aprenderam como enfrentar seus problemas, como enfrentar os fatos da vida, e como usar sua mente de uma maneira apropriada. Tais pessoas não foram capazes de entender a natureza da vida e as condições do mundo.
Algumas pessoas sacrificam suas próprias vidas pelo que consideram uma causa boa e nobre. Tiram suas próprias vidas por métodos como a auto-imolação, tiro ou greve de fome. Tais ações podem ser classificadas como heróicas e corajosas. Entretanto, de um ponto de vista buddhista, tais atos não podem ser aprovados. O Buddha indicou claramente que estados suicidas da mente levam a mais sofrimentos.
Visão Catolica
O suicídio na Bíblia
No Antigo Testamento, temos apenas três casos de suicídio. A saber. O rei Saul, ao ser derrotado na batalha, temendo ser ridicularizado e torturado por seus inimigos, jogou-se contra a ponta de sua própria espada, e seu escudeiro, vendo isso, seguiu o exemplo de seu senhor, morrendo ao seu lado (1Sm 31.4-6). Aitofel enforcou-se em casa. Vejamos o motivo: “Vendo, pois, Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento, e levantou-se, e foi para sua casa e para a sua cidade, e deu ordem à sua casa, e se enforcou e morreu, e foi sepultado na sepultura de seu pai” (2Sm 17.23). O quarto exemplo não pode ser considerado suicídio qualificado. Estamos falando de Sansão, que causou a própria morte ao provocar um colapso no templo onde os filisteus estavam realizando uma grande comemoração. Na ocasião, três mil pessoas morreram. (Ver Juízes 16.30).
No Novo Testamento, temos o famigerado caso de Judas Iscariotes, o traidor, que se enforcou depois de haver jogado as trinta moedas de prata sobre o pavimento do templo diante do sumo sacerdote e dos anciões (Mt 27.3-5). Um dos textos bíblicos que nos chamam a atenção sobre essa atitude de Judas foi registrado por Lucas quando menciona que alguns dias antes de suicidar-se Satanás entrara em Judas Iscariotes: “Entrou, porém, Satanás em Judas...” (Lc 22.3). O que nos leva a entender que o suicídio também pode ocorrer por possessão ou, no mínimo, por uma poderosa influência do diabo sobre os filhos da desobediência.
A polémica em torno deste assunto
Em seu livro Comprehensive Texbook of Psychiatry (Manual Geral de Psiquiatria), Schenidman apresenta, no capítulo que discorre sobre o suicídio, uma série de contrastes entre as fábulas e os fatos em torno deste assunto: “... a profunda fé religiosa torna o suicídio impossível”.
Refutação do fato: “o desespero e o sentimento de inutilidade que acompanham a grave doença depressiva podem solapar a fé”.
E continua ele: “Pacientes piedosos já me olharam nos olhos e me disseram, cheios de desespero: ‘Minha fé acabou’. Tal é a vulnerabilidade de nossos corpos e cérebro perante as pequeninas alterações químicas, e tão delicado é o equilíbrio entre a loucura e a sanidade, que o mais forte dos cristãos pode se tornar vítima do suicídio”.
E John White, por sua vez, em As máscaras da melancolia, é da opinião que ”Num momento desses, não é de fé que precisam, mas da assistência de pessoas competentes e cheias de fé, para que as vigiem até que o devido equilíbrio de suas mentes seja restaurado e, com ele, a fé que achavam ter perdido”.
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Pode um cristão piedoso, em plena comunhão com Deus, cometer suicídio?
Não podemos ignorar o fato de que não somos super-homens ou supermulheres, supercrentes, descartando a possibilidade de que a ajuda humana nos é necessária em nossas angústias, de que precisamos do auxílio de um profissional. Diz a Bíblia, em Romanos 12.13: “Comunicai com os santos nas suas necessidades...” O nosso cérebro recebe informações e o nosso comportamento é o resultado daquilo que sentimos.
Não podemos, também, ignorar o fato de que Deus é poderoso.E, ainda que fragilizados, a ponto de percebermos o agir de Deus em nossas vidas, cremos que o crente fiel ao Senhor e a sua Palavra, aquele cristão que vive nas obras da carne, é sustentado em suas grandes adversidades, como aconteceu com o patriarca Jó. Deus não nos prova além das nossas forças! “Não veio sobre vos tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixara tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também escape, para que a possais suportar”. Veja também o que diz Tiago: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta” (Tg 1.13).
Encontramos, na Bíblia, várias pessoas que escreveram a respeito de sentimentos como a tristeza: “O meu espírito se vai consumindo, os meus dias se vão se apagando, e só tenho perante mim a sepultura” (Jó 17.1). O salmista disse: “Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia” (Sl 38.6). O próprio apóstolo Paulo, por várias vezes, relata como ele se sentia a respeito do seu sofrimento: “Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração” (Rm 9.2). Jesus também falou a respeito de seus sentimentos: “A minha está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo" (Mt. 26.38). O profeta Elias, em 1 Reis 19.4, fala de sua amargura e interesse pela morte: “...Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.” E Jonas, o profeta de Deus, disse: “Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (Jn 4.3). é importante entendermos o quanto é diferente o sentimento desses homens piedosos das narrativas bíblicas do desejo especifico que os suicidas sentem em tirar a própria vida.
Em outras palavras, uma coisa é num momento extremo de angustia, como no caso do patriarca Jó, alguém desejar morrer. Outra coisa, totalmente diferente é o impulso doentio de alguém que deseja matar-se. Veja que os heróis da fé sempre apelaram para que Deus, o doador da vida, lhes permitisse morrer, que o próprio Senhor interrompesse o fôlego de vida deles, pois somente assim poderiam estar com Ele: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer a sepultura e faz tornar a subir dela” (ISm 2.6).
O suicídio é obra do diabo. Cristo veio para trazer vida, e vida em abundancia, como nos testemunhar as Escrituras Sagradas.E, partindo deste principio, toda e qualquer atitude que infrinja a lei divina quanto à valorização da vida é condenável. O suicídio é um assunto extremamente delicado, cercado por tantos tabus que difícil e raramente encontramos alguém falando a respeito. Nunca levamos aos nossos púlpitos sermões tendo o suicídio como titulo e não conhecemos quase nenhuma literatura evangélica que fale sobre este tema tão polemico.
Mas não precisamos de muitos estudos bíblicos para condenarmos esse ato. Até mesmo os filósofos ateus, como Sartre, por exemplo, afirmam que o suicídio é errado por ser uma atitude que destrói todos os atos futuros de liberdade. Que é uma prática tão irracional que lhe falta verdadeira base lógica. Segundo Agostinho, considerado o maior teólogo do cristianismo, depois do apóstolo Paulo: “O suicídio é o fracasso da coragem”. Ou, conforme o dr. Norman L. Geisler, um dos maiores apologistas da atualidade, “até mesmo a eutanásia, uma forma de dar cabo a própria vida, é uma contradição em termos, porque o ato final ‘contra sim mesmo’ não pode ser, ao mesmo tempo um ato ‘em prol de si mesmo’”. E se a base do amor ao próximo é amar a si mesmo, não amar-se é a base do ódio e da vingança contra o semelhante, o que viola o segundo grande mandamento (Mc 12.31).
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Considerando os princípios bíblicos
“Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, de não nós a si mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto” (Sl 100.3).Considerando que não somos de nós mesmos, mas de Deus, por termos sido criados por Ele, a iniciativa de uma pessoa de tirar a própria via significa que ela está-se colocando acima de Deus e agindo com autoridade maior que a do Senhor, o autor da vida.
O homem foi criado a imagem e semelhança de Deus; destruiu o próprio corpo é desonrar o Criador. Paulo disse: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co 6.19). Deus é o doador da vida, presente e futura. (Ver Gn 1.26-27; Sl 8.5; 24.1; Jo 1.3; 3.16; 10.10;11.25-26). É o Senhor que tem estabelecido as normas de conduta para a nossa vida presente e para toda a eternidade.
Nem mesmo o amor pela vida nem o desejo de suicídio devem ser colocados acima da vontade de Deus. Quando alguém age independentemente de Deus, está-se colocando no lugar dele. A primeira epistola de João 5.21 declara: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. Alguém pode perguntar: ”O que acontece com aqueles que cometem suicídio?”. Ou, “Um suicida pode ser salvo”. A resposta levará em consideração a Sagrada Escritura. A orientação bíblica é que aqueles que cometem o suicídio violam o sexto mandamento. As pessoas que dão fim à própria vida fazem isso por várias razoes. Somente o Senhor Deus sabe a complexidade de pensamentos que passa na mente do individuo no momento do suicídio. Por isso, baseamos o nosso entendimento na Bíblia Sagrada. Devemos considerar o texto de Êxodo 20.3, que diz “Não matarás”. O suicídio nada mais é do que um auto-assassinio, atitude que contraria esse mandamento. Como cristãos, compreendemos que o suicida não pode ser salvo. “Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem” (Gn 9.5).
Matheus Henry comenta: “O homem não deve dar fim à própria vida... Nossas vidas não nos pertencem, mas pertencem a Deus. Cristo, nosso Salvador e Rei, nosso Mestre e nosso exemplo em todas as coisas, foi tentado, ate como homem mortal”. “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nos, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15). “Levou-o também a Jerusalém, e pó-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu es o Filho de Deus, Lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem, e que te sustenham nas mãos para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra” (Lc 4.9-11). A resposta de Jesus foi pronta: “Não tentarás ao Senhor teu Deus” (Lc 4.12).
Rus Walton, pesquisador cristão e ex-secretário do Desenvolvimento do governo de Ronald Regan, não considera o suicídio um problema de patologia. Ou seja, não se trata de um problema da mente, mas, sim, de enfermidade da alma: “Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa as, senão feridas e inchaços e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo” (Is 1.5-6). Essa enfermidade Jesus Cristo pode curar. O pecado e a fonte das inclinações suicidas. Quando a alma está sem Cristo, a mente e corrupta, perdida. As pessoas sem Cristo estão envolvidas em caminhos que parecem direitos, mas que, por fim, conduzem a morte.
É Jesus Cristo quem sara o coração quebrantado e poe em liberdade os oprimidos: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois... enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos” (Lc 4.18-19).
Algumas pessoas se deixam levar pelo seguinte questionamento: “Se Cristo morreu por nos para nos assegurar o perdão dos pecados (1Pe 2.24) e nos reconciliar com Deus (Rm 5.1), não teria sido a morte de Cristo em nosso favor um suicídio altruísta?”. De forma nenhuma. Jesus declarou que ninguém poderia tirar a vida dele. O próprio Jesus tinha o poder de dá-la e também de retomá-la. João 10.17-18 diz “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la”. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la.
Só Jesus oferece descanso verdadeiro
Existe alivio, descanso, refugio, para o coração pesado e a alma desesperada: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomais sobre vos o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.28-29).
Cristo é a única solução para as pessoas que pensam em cometer suicídio. Consideremos o que diz o apostolo Paulo: “Porque não quero irmãos que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que o podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nos mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; o qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda” (2Co 1.8-10). Jesus é o Senhor da vida.
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. (Jo 1.4).
“... assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (Jo 5.21).
“Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho” (1Jo 5.11).
“Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5.12).
Diante de textos tão contundentes, não podemos, como igreja de Deus, fechar os olhos para as pessoas que enfrentam tão grave problema como o suicídio. Às vezes, tais pessoas estão dentro de nossas próprias congregações. Como cristãos, conhecemos o poder vivificar do Filho de Deus (Jesus, o Cristo), portanto devemos criar grupos capazes de ajudar aqueles que estejam passando por esse dilema. Devemos orar e nos capacitar para que possamos ajudar essas pessoas. Devemos, ainda, ser solidários e desenvolver o caráter de Cristo em nossas vidas, pois somente assim estaremos livres de tão grande risco. Através do fruto do Espírito Santo poderemos apoiar e ajudar as pessoas para que veja os benefícios de Cristo na vida dos demais e também na nossa.
“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardara os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais,irmãos, tudo o que e verdadeiro, tudo o que e honesto, tudo o que e justo, tudo o que e puro, tudo o que e amável, tudo o que e de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4.7-8).
Somente assim conseguiremos manter a nossa mente guardada em Cristo!
Por: Andriel Disse asneira

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